A insônia é uma queixa cada vez mais frequente nos consultórios médicos.
Muitas pessoas estão insatisfeitas em relação à quantidade ou qualidade do sono e, em geral, sofrem de forma crônica há muitos anos. A insônia é caracterizada por uma situação de sono ineficaz — ou seja, insuficiente para manter o bem-estar físico e mental — com comprometimento das atividades diurnas como consequência.
É muito comum nos casos de sono inadequado, a pessoa apresentar sintomas e queixas relacionadas ao período diurno, como por exemplo:
- Sonolência excessiva;
- Alterações de humor;
- Fadiga e falta de energia;
- Déficit de atenção, concentração ou memória;
- Prejuízo no desempenho social ou profissional;
- Tensão e dores de cabeça;
- Propensão para erros no trabalho ou durante a condução de veículos.
Tipos de insônia
A insônia pode ser dividida em três tipos principais:
- Insônia inicial: dificuldade para iniciar o sono logo ao deitar;
- Insônia de manutenção: múltiplos despertares e/ou dificuldade em retornar ao sono após acordar durante a noite;
- Insônia terminal: despertar mais cedo que o previsto e incapacidade de voltar a dormir.
Causas da insônia
Na grande maioria das vezes, a insônia não é uma doença diretamente do sono, mas sim um transtorno relacionado a múltiplos fatores, como:
- Doenças preexistentes;
- Condições psicológicas e sociais;
- Hábitos inadequados de sono;
- Uso de medicamentos;
- Fatores emocionais ou ambientais.
Quando procurar ajuda
E você, como está dormindo? Não deixe de buscar auxílio de um profissional caso seu sono não esteja adequado. A Medicina do Sono é uma especialidade dentro da Neurologia e pode oferecer ajuda nos casos de insônia e outras doenças do sono.
Artigo escrito pela médica neurologista e neurofisiologista clínica,
Dra. Raphaela Carneiro Vasconcelos
(CRM-SP 151.952 / RQE 59038-1)





